06/11/2004 19:37
Não queria despejar um monte de letras para falar de Gisele Bündchen, ícone inatingível de beleza cultuado pela nossa sociedade Ocidental e masoquista. Mas... ela está na telona, estreando como atriz (ah, hein???) no filme
Taxi. Pior, ela é capa da
SET de novembro e eu ainda não sei se terei o desprazer de comprar a revista.
Gisele interpreta uma ladra de bancos brasileira, cujo nome é Vanessa. Além de usar apenas micro saias, micro blusas e micro biquínis (por quê será?), ela tem comparsas tão magras e altas quanto ela. Muito versossímel quando estamos falando de um bando de criminosas. O enredo não merece maiores explicações, basta dizer que Queen Latifah, umas dez vezes ou mais o tamanho de Gisele, é a heroína da história. Isso porque o enredo deveria ser engraçado. Latifah, que foi indicada ao Oscar pelo musical
Chicago, anda aceitando de tudo na meca do cinema hollywoodiano. Vai acabar se queimando.
Mas voltamos a Gisele e sua cintura de 60 cm. A modelo recebeu milhares de críticas negativas da imprensa especializada nos EUA. Por aqui, ao contrário, quase ninguém quis dar a cara a tapa pra dizer - "minha filha, volte para as passarelas, para as campanhas publicitárias da C&A e para os braços de DiCaprio e deixo em paz o cinema". As resenhas se esforçaram mais para cultuar a top do que para classificar os méritos ou erros da produção.
Fontes não confirmadas afirmam que a carreira da brasileira em Hollywood, no entanto, não vai ficar somente em
Taxi. Como estaria ficando velha para as passarelas, ela teria que arranjar outro "emprego" para expôr sua imagem. Cogita-se que ela deva ser a próxima Bondgirl, no novo filme do espião James Bond (ainda em fase de pré-produção).
Taxi é puro veículo de promoção da modelo. Nada contra as modelos, muito menos as modelos que viram atrizes (veja Uma Thurman ou Marilyn Monroe, por exemplo). O problema é tentar nos fazer engolir, goela abaixo, a top que fala "ladrona" em português e desdenha da cultura produzida no Brasil, afirmando que Hollywood é "a minha cara". Muito egocentrismo e pouco estudo na hora da atuação. Nem mesmo a mulher mais poderosa do mundo pode se dar ao luxo.
enviada por Lucy
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(O que é isso?)