21/09/2004 21:13

Sendo sucinta, daria nota 7,5 para o filme novo de Tom Cruise. Abrangendo a opinião, diria que o roteiro parte de uma premissa boa - taxista que passa a noite com um assassino de aluguel no banco de trás do carro - mas vai perdendo a consistência no decorrer da trama. Falta "algo mais" que sustente as quase duas horas de imagens na tela.

As cenas protagonizadas por Tom Cruise estão muito boas. O vilão dele é totalmente sem escrúpulos ou dicernimento sobre o que está fazendo. Já Jamie Foxx, o taxista, estava meio enfadonho, no papel de "mocinho". Não foi um coadjuvante de peso, como Ken Watanabe, em "O Último Samurai".

Pontos fortes do filme:
-Tom Cruise de cabelos grisalhos. Na minha opinião, muito mais talentoso do que Brad Pitt (que atua bem somente quanto é bem dirigido). O cinza do terno, mais o cinza do cabelo, mais aquela cara de mau... ótima combinação.
-Cenas em câmera lenta nas quais Foxx e Cruise não falam nada. Dá pra sentir a tensão entre os personagens. Fora que a música de fundo é de alta qualidade - Shadow in the Sun, do Audioslave.
-Diálogos "espertinhos" entre o vilão Vincent e o taxista Max. Principalmente depois das expressões de susto e pavor do pobre homem quando o assassino começa a matar qualquer um que ameace seu "trabalho"
-Espere um bom final; a ação fica praticamente reservada à última meia-hora

Pontos fracos:
-Por ser um filme policial e não de ação, o diretor Michael Mann deveria ter maneirado na "licença poética": em determinado momento acontece um tiroteio dentro de uma boate. Ficam as dúvidas: como todos aqueles caras conseguiam acertar direitinho uns nos outros se estavam no escuro (praticamente) e com mais 200 pessoas em volta, todas gritando e correndo?
-Nesta mesma cena, Tom enfreta uns cinco caras... e consegue quebrar todos eles.
-O táxi do Max é pego pela polícia, logo depois do primeiro assassinato, com o capô amassado e uma mancha de sangue em cima. E não é que os policiais liberam o veículo? A desculpa para isso é meio previsível, mas pior é a frase do policial: "Direto para a garagem, hein!"
-Perdemos a piada na tradução e não ficamos sabendo porque raios o filme se chama "Colateral"


Para "Roubando vidas", nota 8.
Foi certamente o melhor filme que eu vi a Angelina Jolie atuar recentemente. Trata-se de um suspense, no qual um assassino começa a matar homens solitários da cidade de Montreal (ainda bem que não é em São Paulo, ufa). Ele toma o lugar de cada vítima que mata, vivendo a vida da pessoa. Essa brilhante conclusão, que o espectados quase não demora para pescar, nos é apresentada pela agente especial do FBI Illena (Jolie).
Ethan Hawke é o outro nome famoso do filme. Ele aparece como a única testemunha que conseguiu ver o tal assassino enquanto ele esmagava o rosto de outra vítima com uma pedra (ui, que delicado). Kiefer Sutherland faz uma participação e Olivier Martinez (aquele que fez Diane Lane trair Richard Gere em "Infidelidade") interpreta um policial local.
Dá pra sacar o filme sem muito esforço. Porém, ele não apresenta falhas no raciocínio que constrói a história. Acompanhe que está tudo mastigadinho. E caso você tenha perdido algum detalhe, eles se encarregam de explicar depois. Jolie é o grande destaque, mais até que os crimes ou o psicopata. Dão ares de "bruxa" ao seu dom de localizar e decifrar pistas. Alguns sustos são garantidos.

Pontos fortes:
-A química entre Hawke e Jolie funciona. Ela vai sendo construída ao longo do filme até atingir um clímax. No entanto, a ligação entre eles acontece meio sem explicação. Parece vir da soma: mulher bonita e carente + homem misterioso em perigo, como se isso bastasse. Tenho minhas dúvidas.
-Bons sustos, potencializados pelos ambientes estranhos criados. A casa da mãe do assassino, o apartamento no qual ele morava...
-Jolie lembra outras investigadoras ou policiais que estiveram no cinema. Entre elas, outro personagem da atriz em 'O Colecionador de Ossos", além de, claro, Julianne Moore e Jodie Foster em Hannibal e O "Silêncio dos Inocentes" (aquele que influencia todos os outros). Todas são gênios dentro de suas profissões. Poré, ela consegue dar contorno particular a sua Illeana
-O fim não é babaca. (essa só pra não quebrar a tradição de contar alguma coisa do final)

Pontos fracos:
-Olivier Martinez está chatérrimo, ao contrário do que aconteceu em "Infidelidade". Um policial que não achou o tom da birra com a agente do FBI.
-Cena de sexo a la puritanismo americano: o cara de roupa (totalmente) e a mulher nua, mas só mostra do seio pra cima.
-O motivo do assassino é totalmente óbvio. Já que ele é um psicopata, podia ser algo tão macabro quanto o que ele faz com as vítimas.
enviada por Lucy






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Sobre Lucy:

Jornalista. A certeza de que o sangue jornal�stico corre nas minhas veias � aterradora e absoluta.

Sonhadora.�Apaixonada por Cinema, pelo U2 e pelas letras de Norah Jones. O mundo � o meu� limite e uma estrada livre pela frente. No r�dio, um rock dos bons, a liberdade batendo no rosto junto com o vento

Entre os sonhos est�o muitas viagens, alguns grandes amores e uma biblioteca particular. Desejo ainda morar em NY para experimentar; namorar em Paris ao menos uma vez; e ter dois affairs ao mesmo tempo: um italiano e um espanhol.

Entre os v�cios, Sex and the City, ler, dormir e comprar sapatos...



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